A indústria de canabidiol (CDB) pode valer US$ 16 bilhões até 2025. O composto não-psicoativo da maconha vem crescendo em popularidade, seja na saúde ou até em atividades aleatórias.

 

Na Califórnia, por exemplo, existe até cupcake feitos com a substância. Quem vende os produtos são categóricos em afirmar que os benefícios são vários, como alívio da ansiedade e ajuda com o sono e a dor. Mas até agora, há pouca evidência sólida para sustentar essas alegações.

 

O primeiro medicamento liberado com o composto foi o Epidiolex, usado para tratar convulsões ligadas a duas formas raras da epilepsia. Além desses benefícios terapêuticos específicos, no entanto, ainda não está claro se o canabidiol tem benefícios mais amplos.

 

Todos estes fatores levam Wall Street a acreditar que a indústria pode saltar de US$ 2 bilhões para US$ 16 bilhões até 2025, dependendo de como o governo federal decidir regular o complexo.

 

O Food and Drug Administration (FDA) – espécie de Anvisa dos Estados Unidos – está realizando uma audiência pública para recolher comentários sobre como controlar alimentos, bebidas e medicamentos feitos com CDB. O CBD parece ter alguns usos clínicos limitados, e o FDA já aprovou um medicamento usando o composto.

 

O CBD pode ser fabricado a partir do cânhamo, que o presidente Donald Trump liberou o cultivo e colheita. Com isso, já há empresas produzido loções, cremes, biscoitos e bolachas infundidas com CBD derivado de cânhamo. Os produtos estão sendo vendidos em vários estabelecimentos, desde em estados onde a maconha é liberada e até mesmo onde esbarra na legislação.

 

No verão passado, a badalada cadeia vegana de fast-food By Chloe adicionou uma linha de produtos infundidos à CBD em seus cardápios em Nova York e chamou a nova oferta de “Feelz by Chloe”. O departamento de saúde de Nova York reagiu, alertando sobre proibições e multas.

 

O que, de fato, “dá onda”?

Nas plantas de maconha, o CBD existe ao lado do THC, ingrediente que produziria a maioria dos efeitos já conhecidos da cannabis. Pesquisadores acreditam que, quando tomados juntos, os dois compostos produzem seus efeitos mais fortes. Mas eles também acreditam que o CBD sozinho poderia desempenhar um papel fundamental em tudo, desde aliviar a dor até reduzir a inflamação.

 

Em fevereiro, pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, criaram compostos derivados de cannabis CBD e THC em laboratório, sem precisar colher a planta em si – nenhuma fazenda ou campo foi necessário. Se der certo, o caminho para a fabricação de produtos para fins terapêuticos fica mais rápido e mais barato.

Fonte: Yahoo Notícias

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Fonte: panoramafarmaceutico.com.br/2019/06/03/mercado-de-composto-da-maconha-pode-chegar-a-us-16-bilhoes-ate-2025