Como ocorre com outras doenças, percentuais de imunização contra a gripe ainda estão longe da meta

 

São ainda frustrantes os índices da campanha nacional de vacinação contra a gripe. Faltando duas semanas para o fim da mobilização, em 31 de maio, o número de pessoas imunizadas ainda está longe da meta. De acordo com balanço do Ministério da Saúde divulgado ontem, 33 milhões foram vacinados até agora, o que representa 56% do público-alvo. Os estados com maior cobertura são Amazonas (88,8%), Amapá (83,8%) e Espírito Santo (69,4%). Os piores percentuais estão no Rio (38,3%) e no Acre (45%). Números que se tornam preocupantes diante do que aconteceu ano passado e parece se repetir este ano.

 

Em 2018, segundo o Ministério da Saúde, 917 pessoas morreram em consequência do vírus influenza tipo H1N1, que predomina o país é responsável pela maior parte de internações e óbitos. Em 2019, até o início de maio, já foram 99 mortes. Abaixa procura pelas vacinas, não só contra a gripe, é um fenômeno que tem se repetido no Brasil. Estados Unidos e países da Europa, por exemplo, assistido a um grande aumento do número de casos de sarampo devido às baixas coberturas vacinais. Especialistas dizem que entre os possíveis motivos estão movimentos anti-vacina, que ocorrem em várias partes do mundo, e fake news disseminadas pelas redes sociais informando, sem qualquer base científica, que vacinas causam doenças. Mas há formas de enfrentar o problema, como mostram experiências dentro e fora do país. No Brasil, há municípios que estão indo de porta em porta imunizar moradores. Na Alemanha, o ministro da Saúde, Jens Spahn, anunciou que os pais que não vacinarem os filhos contra o sarampo serão multados.

 

Em Nova York, nos EUA, onde há surto de sarampo, a prefeitura também ameaça multar quem não se proteger. O fato é que, sem cobertura adequada (a meta é 90%), aumentam as mortes por doenças que podem ser evitadas. Além disso, emergências ficam sobrecarregadas, representando custos desnecessários.

 

Portanto, governos precisam mudar as estratégias de vacinação. Claramente, as que foram adotadas até agora não estão funcionando.

Fonte: O Globo

Fonte: panoramafarmaceutico.com.br/2019/05/16/governos-precisam-rever-estrategias-para-elevar-indices-de-vacinacao